A estreia de "Elize: Sombras de Uma Mulher", novo filme da Netflix inspirado no caso de Elize Matsunaga, voltou a despertar a curiosidade do público sobre a história da ex-detenta e, principalmente, sobre o destino da filha que ela teve com Marcos Kitano Matsunaga. Aos 16 anos hoje, Helena vive sob os cuidados dos avós paternos e permanece longe da mãe, que está impedida pela Justiça de manter contato com a adolescente.
Segundo informações do Metrópoles, a Justiça de São Paulo autorizou que a jovem faça duas viagens internacionais durante as férias escolares. A decisão, que tramita sob segredo de Justiça, permitiu que Helena viajasse para Londres, na Inglaterra, entre 29 de junho e 19 de julho, acompanhada por uma pedagoga.
A adolescente também foi autorizada a viajar para Punta Cana, na República Dominicana, entre 21 e 30 de julho, desta vez na companhia da avó paterna, Misako Matsunaga.
A autorização judicial foi assinada em maio, pouco antes do lançamento do filme da Netflix, que chegou à plataforma em 22 de julho e colocou novamente o caso que chocou o Brasil em 2012 entre os assuntos mais comentados.
Helena foi criada pelos avós paternos, Mitsuo e Misako Matsunaga, desde a prisão da mãe. A guarda da adolescente permanece com a família paterna, e, conforme informações divulgadas pelo Metrópoles, Elize não pode manter contato ou visitar a filha por determinação da Justiça. A adolescente não possui uma vida pública conhecida e sua privacidade vem sendo preservada.
O avô paterno afirmou que prefere que qualquer decisão sobre uma possível reaproximação entre mãe e filha seja tomada pela própria Helena quando ela atingir a maioridade.
A relação entre Elize e a filha também aparece nos relatos escritos pela ex-detenta durante o período em que esteve presa. No livro "Piquenique no Inferno", Elize dedicou trechos e cartas à filha, nas quais expressou o desejo de um dia ser perdoada. "Espero muito ansiosamente que um dia você me perdoe. Não pretendo justificar o injustificável", escreveu Elize, segundo trechos divulgados da obra.
Em outro momento, a ex-presidiária afirmou: "Não há a menor possibilidade de desistir de lutar por ti, minha filha". Ainda de acordo com informações atribuídas ao jornalista Ullisses Campbell, autor do livro "Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido", Helena teria manifestado, aos 14 anos, o desejo de reencontrar a mãe biológica. A aproximação, no entanto, não teria acontecido.
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